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Poesia Portugués 2 capítulos

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de Machado de Assis

Portada de Poesias Completas de Machado de Assis

"Poesias Completas" by Machado de Assis is a comprehensive collection of poetry written in the late 19th century. This anthology showcases the evolution of Assis's poetic voice, touching upon themes of love, loss, nature, and existential reflection. It combines deeply personal sentiments with broader societal reflections, often employing rich imagery and lyrical grace. The opening of this collection introduces the reader to the author's thoughts on the purpose and context of his poetic works. Assis reflects on the compilation of previously scattered verses, expressing a sense of nostalgia for both the past and the artistic journey that shaped his creations. He offers introspective pieces like "Musa Consolatrix," which contemplates the role of the muses and the comfort they provide in times of sorrow, and "Quinze Annos," which portrays the loss of innocence and hope in youth. Through these early verses, Assis establishes a poignant mood, inviting contemplation of the fleeting nature of

Así empieza

Olhos fitos no céu, sentado á porta,
O velho pae estava. Um luar frouxo
Vinha beijar-lhe a veneranda barba
Alva e longa, que o peito lhe cobria,
Como a nevoa na encosta da montanha
Ao destoucar da aurora. Alta ia a noite,
E silenciosa: a praia era deserta,
Ouvia-se o bater pausado e longo
Da somnolenta vaga,--unico e triste
Som que a mudez quebrava á natureza.

II

Assim talvez nas solidões sombrias
Da velha Palestina
Um propheta no espirito volvera
As desgraças da patria. Quão remota
Aquella de seus paes sagrada terra,
Quão differente desta em que ha vivido
Os seus dias melhores! Vago e doce,
Este luar não allumia os serros
Estereis, nem as ultimas ruinas,
Nem as ermas planicies, nem aquelle
Morno silencio da região que fôra
E que a historia de todo amortalhára.
Ó torrentes antigas! aguas santas
De Cedron! Já talvez o sol que passa,
E vê nascer e vê morrer as flôres,
Todas no leito vos seccou, em quanto
Estas murmuram placidas e cheias,
E vão contando ás deleitosas praias
Esperanças futuras. Longo e longo
O devolver dos seculos
Será, primeiro que a memoria do homem
Teça a mortalha fria
Da região que inda tinge o albor da aurora.

III

Talvez, talvez no espirito fechado
Do ancião vagueavam lentamente
Estas ideias tristes. Junto á praia
Era a austera mansão, donde se via
Desenrolarem-se as serenas vagas
Do nosso golpho azul. Não a enfeitavam
As galas da opulencia, nem os olhos
Entristecia co'o medonho aspecto
Da miseria; não pródiga nem surda
A fortuna lhe fora, mas aquella
Mediana sobria, que os desejos
Contenta do philosopho, lhe havia
Doirado os tectos. Guanabara ainda
Não era a flôr aberta
Da nossa edade; era botão apenas,
Que rompia do hastil, nascido á beira
De suas ondas mansas. Simples e rude,
Ia brotando a juvenil cidade,
Nestas incultas terras, que a lembrança

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