Assim talvez nas solidões sombrias Da velha Palestina Um propheta no espirito volvera As desgraças da patria. Quão remota Aquella de seus paes sagrada terra, Quão differente desta em que ha vivido Os seus dias melhores! Vago e doce, Este luar não allumia os serros Estereis, nem as ultimas ruinas, Ne…
Así empieza
Olhos fitos no céu, sentado á porta, O velho pae estava. Um luar frouxo Vinha beijar-lhe a veneranda barba Alva e longa, que o peito lhe cobria, Como a nevoa na encosta da montanha Ao destoucar da aurora. Alta ia a noite, E silenciosa: a praia era deserta, Ouvia-se o bater pausado e longo Da somnolenta vaga,--unico e triste Som que a mudez quebrava á natureza.
II
Assim talvez nas solidões sombrias Da velha Palestina Um propheta no espirito volvera As desgraças da patria. Quão remota Aquella de seus paes sagrada terra, Quão differente desta em que ha vivido Os seus dias melhores! Vago e doce, Este luar não allumia os serros Estereis, nem as ultimas ruinas, Nem as ermas planicies, nem aquelle Morno silencio da região que fôra E que a historia de todo amortalhára. Ó torrentes antigas! aguas santas De Cedron! Já talvez o sol que passa, E vê nascer e vê morrer as flôres, Todas no leito vos seccou, em quanto Estas murmuram placidas e cheias, E vão contando ás deleitosas praias Esperanças futuras. Longo e longo O devolver dos seculos Será, primeiro que a memoria do homem Teça a mortalha fria Da região que inda tinge o albor da aurora.
III
Talvez, talvez no espirito fechado Do ancião vagueavam lentamente Estas ideias tristes. Junto á praia Era a austera mansão, donde se via Desenrolarem-se as serenas vagas Do nosso golpho azul. Não a enfeitavam As galas da opulencia, nem os olhos Entristecia co'o medonho aspecto Da miseria; não pródiga nem surda A fortuna lhe fora, mas aquella Mediana sobria, que os desejos Contenta do philosopho, lhe havia Doirado os tectos. Guanabara ainda Não era a flôr aberta Da nossa edade; era botão apenas, Que rompia do hastil, nascido á beira De suas ondas mansas. Simples e rude, Ia brotando a juvenil cidade, Nestas incultas terras, que a lembrança
… sigue leyendo gratis en el lector inmersivo de Mirrow.
Léelo gratis en Mirrow
Poesias Completas completo, con atmósfera de vídeo y sonido. Sin descargas.
Más poesia gratis
- The Odyssey: Rendered into English prose for the use of those who cannot read the original
Homer - Parnaso portuguez moderno : $b precedido de um estudo da poesia moderna portugueza
Anónimo - Florante: Versión castellana del poema tagalo con un ensayo crítico
Francisco Balagtas - Marilia de Dirceo
Tomás António Gonzaga - Liian Paha Sappi
Aaro Hellaakoski - Só
António Pereira Nobre
