"Newton: Poema" by José Agostinho de Macedo is a narrative poem written in the early 19th century. This work pays homage to the famed scientist Isaac Newton, celebrating his contributions to science and the enlightenment he brought to humanity. The poem emphasizes the significance of Newton's discoveries and the profound impact of his work on understanding nature, contrasting it with the oft-celebrated exploits of historical conquerors. At the start of the poem, the narrator reflects on the great contributions to knowledge made by Newton, likening his achievements to a type of conquest over the natural world. The prologue introduces the theme of the poem, suggesting that poetry serves as a fitting tribute to those who illuminate the truths of the universe. The opening canto paints vivid imagery of the celestial sphere, showcasing the beauty and complexity of nature, while celebrating the enlightenment that comes from studying it. The narrator seems to experience transcendent visions a
Así empieza
O Mundo deve aos Conquistadores desgraças, lagrimas, e lutos; o Mundo
deve a Newton verdades, sciencia, e luzes. Se inquietar os homens tem
merecido tantas Epopéas, porque não merecerá hum Poema quem illustra, e
quem ensina os homens? Ah! se chegará o tempo de se conhecer, que huma
penna he mais util que huma espada! Canta-se com enfasi quem conquistou
huma Provincia, e porque não ha de ser cantado aquelle de quem se póde
dizer, que conquistára a Natureza, obrigando-a, á força de estudo, e
engenho, a revelar seus mais reconditos arcanos? He preciso que
conheçamos que o Imperio da Poesia tem limites muito mais extensos do
que até agora se julgava; e eu creio que o seu melhor emprego he a
contemplação, e a exposição deste sempre antigo, e sempre novo quadro,
que se chama a Natureza. A simples intuição de seus prodigios, e o
estudo destes mesmos prodigios, dilata, e accende mais a imaginação
do verdadeiro Poeta, que todas as chamadas grandes acções dos
Conquistadores, ou perturbadores da Terra. Se o homem só se deve chamar
grande, quando he verdadeiramente util aos outros homens, quem poderá
pôr em dúvida que os descobrimentos, e as mesmas hypotheses de Newton
sejão mais uteis aos mortaes do que as expedições da Cruzada, que derão
a materia ao Poema de Tasso? Quem illustra a humanidade he maior que
quem a diminúe. Newton merecia hum Poema, as Musas lho devião, eu
satisfiz esta divida; se a satisfiz bem, a critica o dirá; em quanto aos
miseraveis reparos da escura Inveja, prepare-se esta, porque a mesma
chamma, que se me desprendeo n'alma para cantar Newton, me obriga a
consagrar igual tributo de louvor a Buffon.
NEWTON,
POEMA.
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