Precisamos Jesus, se não te sentes velho, Que cinjas novamente o resplendor de luz E venhas explicar a letra do evangelho A muitos que hoje vês prostrados ante a cruz!
Así empieza
Precisamos Jesus, se não te sentes velho, Que cinjas novamente o resplendor de luz E venhas explicar a letra do evangelho A muitos que hoje vês prostrados ante a cruz!
Ainda não cessou, de todo, essa contenda Que um dia, ha muito já, tentaste debellar: E aquelles que são bons e adoram tua lenda Desejavam tambem ouvir-te hoje falar.
Apenas resoasse o teu verbo indignado, O latego febril das grandes corrupções, Iria atraz de ti um mundo revoltado Que sente na consciencia a luz das redempções.
E embora não houvesse, aqui, outra alma gemea Da tua, e tão ungida em balsamos dos céos, Havias d'encontrar essa alma de bohemia Que sonha uma justiça e sente em si um Deus!
Mas não, não voltes cá: teu corpo combalido Não póde supportar os gelos da manhã. Precisavas de pão, d'abrigo e de vestido E a vida aqui é cara e longo o macadam!
Terias d'encontrar, de certo, mil estorvos No mundo revolvido, e escuta-me Jesus: Se não fosses, em fim, comido pelos corvos Talvez te fuzilasse um cura Santa-Cruz!
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