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Mitologia y Folclore Portugués 21 capítulos

Leer Romanceiro III: Romances Cavalherescos Antigos online gratis (en portugués)

de João Batista da Silva Leitão de Almeida Garrett, Visconde de Almeida Garrett

"Romanceiro III: Romances Cavalherescos Antigos" by Almeida Garrett is a collection of traditional Portuguese romances written in the mid-19th century. This anthology includes a variety of narrative poems that delve into themes of chivalry, love, and the folk traditions of ancient times, featuring characters such as noble knights and virtuous maidens. This compilation serves as a representation of the romantic and cultural heritage of Portugal, preserving stories that echo the sentiments and traditions of earlier eras. The opening of the collection introduces several distinct romances, such as "A Romeira," which recounts a poetic encounter between a noblewoman and a knight, infusing themes of honor and conflict. Each piece employs a lyrical style that reflects the simplicity and earnestness of folk narratives, often portraying struggles between desire and duty. The text emphasizes the preservation of these age-old tales, capturing the essence of Portuguese cultural history while invit

Así empieza

Aqui vai outra romeira, e não sei se de Sanctiago tambem; mas creio que
não, porque o diria algures o texto do romance: não é orago que deixasse
de se nomear.

É lindo, singelo, perfeito exemplar no seu genero. Não me consta que ande
por mais terras nossas do que pelas do Minho e Tras-os-montes. So pelas
duas versões d’estas provincias o tive de appurar; e sem muito custo,
porque é simples de si, e pouco o alteraram na tradição. Tem todo o sabor
e ingenuidade antiga, conserva perfeitamente os costumes crus da edade
barbara a que se refere. Tambem não occorre nos romanceiros dos nossos
vizinhos, e estou seguro que é ésta a primeira vez que se vê escripto e
impresso.

As variantes que valem alguma coisa vão notadas á margem, e não são
muitas.

A ROMEIRA

Por aquelles montes verdes
Uma romeira descia;
Tam honesta e formosinha
Não vai outra á romaria.
Sua saia leva baixa
Que nas hervas lhe prendia;
Seu chapelinho cahido
Que lindos olhos cubria!
Cavalleiro vai traz d’ella,
De má tenção que a seguia[1]!
Não a alcança, por mais que ande,
Alcançá-la não podia
Senão juncto a essa oliveira[2]
Que está no adro da ermida.
Á sombra da árvore benta
A romeira se accolhia:
—‘Eu te rogo, cavalleiro,
Por Deus e a Virgem Maria,
Que me deixes ir honrada
Para a sancta romaria.’
Cavalleiro, de malvado,
Nem Deus nem razão ouvia;
Cego no desejo bruto,
De amores a accommettia.
Pegaram de braço a braço:
Lucta de grande porfia![3]
A romeira, por mais fraca,
Emfim rendida cahia...[4]
No cahir, lhe viu á cinta
Um punhal que elle trazia;
Com toda a fôrça lh’o arranca,
No coração lh’o mettia.
O sangue negro saltava,
O negro sangue corria...
—‘Por Deus te peço, ro

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