"Manifesto anti-Dantas e por extenso" by José de Almada Negreiros is a provocative literary manifesto written in the early 20th century. This work can be categorized as a critical essay that serves as a denunciation of traditional literary values and highlights the author's Futurist ideology. It primarily targets the Portuguese literary establishment, which Almada-Negreiros perceives as stagnant and overly reverent to past masters, symbolized by the figure of Dantas, presumably referring to Júlio Dantas, whose literary contributions Almada-Negreiros dismisses as lacking originality and vitality. In the manifesto, Almada-Negreiros expresses a fierce rebellion against the prevailing literary norms, advocating for a new, daring, and dynamic approach to literature that aligns with the modernist spirit of the early 20th century. He presents a vivid critique of Dantas and his contemporaries, depicting them as symbols of complacency and mediocrity in the artistic landscape. Through a blend
Así empieza
Manifesto não teria sido possível sem Marinetti. Sem o clima
de insurreição contra as belas-letras cultivadas pelas academias,
naquele ambiente morno em que as imagens sediças têm um viço
de esmalte e de pintura à pistola.
Sempre esses cenáculos em que pontificam caducos literatos
de graves ademanes senis e de frases brunidas, medidas pelo
diapasão dos clássicos que o tempo ressequiu, foram considerados
os templos da Literatura e da Arte consagrada e definitiva.
Sempre também os que vieram ao mundo com algo para dizer de
novo, reagiram contra esses colégios de eruditos e de artistas
aposentados na glória, essa glória capitalizada em duas ou
três obras de sofrível sucesso, elevadas pelo panegirico dos
confrades do elogio mútuo a sensacionais obras primas de
expressão mundial.
Mas escola nenhuma rompera tão desabridamente com as reverências
do velho mundo das letras, refugara as glórias da tradição
e da vida oficial, como esse Futurismo, que Marinetti projectara
no mundo, com o ardor, a combatividade, a diabólica juventude
dum libertário.
A Civilização material representada pelo industrialismo, a
potência criadora do homem vista através das energias mecânicas,
o dinamismo e a vertigem como expressão dum novo estado de
alma trouxeram novos ritmos à epopeia através do verbo poético
de Whitman, o grande poeta da democracia, e de Verhaeren, o
cantor das grandes urbes tentaculares, em que a vida ganha
uma expressão colectiva, como até aí só episòdicamente alcançara
nos breves momentos das cruzadas ou das expedições militares.
Mas é o Futurismo que proclama a revolta do homem. E porque
é muito mais um acto de rebelião e, portanto, um acto impossível
de controlar racionalmente, do que um movimento literário ou
estético que trás, por adição, ao património literário uma
contr
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Manifesto anti-Dantas e por extenso: por José de Almada Negreiros poeta d'Orpheu futurista e tudo completo, con atmósfera de vídeo y sonido. Sin descargas.
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